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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Depoimento de Rubinaldo Medeiros, Perito da Polícia Federal e novo consultor para área policial


De Agricultor a Perito Criminal Federal.

Olá galera concurseira! Tudo bem com vocês?

Meu nome é Rubinaldo Medeiros, aprovado em 14º lugar para Perito Criminal da Polícia Federal, no concurso de 2018. Olhando assim, parece que foi fácil né, mas deixa eu te contar minha história?


Infância e início dos estudos



Sou filho de agricultores e trabalhei com eles na roça até meus 18 anos, quase 19. Morava na zona rural de uma pequena cidade chamada São Fernando, no interior (bem interior mesmo – cerca de 300 km de Natal, do Rio Grande do Norte). Tenho muito ORGULHO de ser filho de agricultores, de ter trabalhado na agricultora e de ser nordestino da “gema”. Comecei a trabalhar desde criança, com 7, 8 anos já ia sozinho para o rio buscar água, cerca de 500 m. O transporte?? Era um jumento (jegue).

E assim foi minha infância e adolescência na roça:
a) Botava água de jumento;
b) Pastorava gado;
c) Limpava Roçado;
d) Plantava batata;
e) Arrancava jurema
(...) e

ESTUDAVA (em escola pública, lógico). Eis a diferença em minha vida que fez com que eu trilhasse um caminho diferente do de meus pais. Viajava 40 km de estrada de barro (imagina como era no período chuvoso) em um caminhão (conhecido como “pau de arara”) até São Fernando, onde estudava. Esse percurso me tomava 4 horas diárias (duas para ir e duas para voltar) quando o caminhão não quebrava.

Com quase 19 anos me mudei para uma cidade próxima, Caicó/RN. Lá, fui para o serviço militar obrigatório. Servi por 5 anos como soldado, de mar/2004 a fev/2009. Concluí o ensino médio, com quase 21 anos, no Exército. Em 2008, estava destacado em Natal, na duplicação da BR 101, e resolvi estudar para concursos. Comecei a estudar no início de janeiro, assim que voltamos do recesso, e, com 3 meses de estudos, saíram os editais da PM e Agente Penitenciário da Paraíba, com provas para junho (ainda lembro as datas das provas: Agente dia 08 e PM dia 15). Comprei uma apostilha da Solução (quem nunca?) e uma gramática para concursos do professor Renato Aquino (indicação do vendedor da livraria, não sabia nem quem era, mas acabou se provando uma excelente gramática). Resultado: passei nos 2 concursos, e escolhei ser Agente.

Em 2009, já concursado, resolvi fazer cursinho para o vestibular (à época ainda tinha). Fiz o vestibular da UFRN e o ENEM também. Passei para Ciências Contábeis no vestibular e com a nota do ENEM e me escrevi também para Física no IFRN, no qual também fui selecionado. Escolhi cursar Ciências Contábeis.


Estudando para concursos públicos (área fiscal, área de controle, e outras reprovações)



Em 2015, com o fim do meu curso, resolvi, mais uma vez, estudar para concurso público, pensando que de 6 meses a 1 ano estaria aprovado, como aconteceu em 2008. TRISTE ILUSÃO kkk. Meu foco era, inicialmente, Analista Tributário da Receita Federal ou algum Fisco Estaudal (ICMS). Comprei logo um Pacote completo do Estratégia para o concurso da Receita Federal, porém, em algumas matérias, não me adaptei ao estilo PDF, então tive que comprar novos cursos em vídeo (principalmente Português, que sempre fui péssimo).

Mas estudar para concursos não está fácil, os “cabras” tão “devorando” o conteúdo do edital e eu sempre tive dificuldade de memorização, então precisava estudar o conteúdo duas ou três vezes para aprender e ainda ficar revisando para não cair no esquecimento. Logo, para concurso com 15 ou mais disciplinas a situação era pior ainda. Para “melhorar” a vida dos concurseiros da área fiscal, os concursos dessa área sumiram, à época.

Resultado: tive que mudar o foco e me adaptar a novas realidades.

Primeiro, procurei mudar para a área que desse para aproveitar ao máximo as matérias que estava estudando. Então, observei que estava saindo muito concurso para CONTADOR (no inicio do 2º semestre de 2016, quando já tinha sido reprovado nos concursos do INSS e TRE/PB, ambos para Técnico Judiciário). Mas estudar para o cargo de Contador tinha seus "poréns": aprender CASP e AFO que vi muito pouco na academia e não conhecia nenhum professor de cursinho e fazer a prova do CRC. Inicialmente, comecei estudando pelo curso do professor Garrido, cearense, mas infelizmente o curso estava desatualizado. Então, indicaram-me o professor Giovanni Pacelli e comprei o curso em Janeiro de 2017. A partir daí desenrolei sem grandes problemas CASP e AFO. Mas as aprovações não vieram, colecionei reprovações em concursos para Contador como: EBSERH/UFCG, TRE/PE, MP/RN, CRM/PB, TRT 7 ...

Em meados de 2017 saiu o concurso do TCE/PE (Auditor e Analista) e percebi que daria para fazer, pois muitas matérias eram comuns. Apesar de haver outras nunca tinha estudado, como Estatística e Análise de Informações, resolvi fazer as provas mesmo assim. Resultado: mais duas reprovações. Não tive, se quer, as redações corrigidas. Aqui chorei feito menino novo, minha vontade foi desistir e ir tirar plantões extras nos presídios pois, apesar de concursado, meu contracheque tinha mais consignado do que estrela no céu e uma renda extra iria cair bem para amenizar minha situação financeira. Nessa época, minha namorada, Elizangela Silva, deu-me aquele apoio moral para não desistir. Então, decidi continuar nessa árdua missão que é o concurso público.

Após o TCE/PE já rondavam os boatos que o TCE/PB (Auditor e Técnico) também iria sair em breve, e saiu. Decidi encarar. Mas, antes da prova, ainda enfrentei mais uma reprovação, dessa vez para Contador do TRF 5, prova realizada em dezembro de 2017. Em janeiro de 2018, fiz as provas do TCE/PB e adivinhem?! Mais duas reprovações. Duas semanas pra frente ocorreria a prova da Controladoria Geral do Município de João Pessoa (CGM/JP), que também me escrevi. Fui fazer a prova sem nenhuma expectativa de passar, pois exigia muita Auditoria eLeis Municipais que não tive tempo de estudar. Resultado: APROVADO em 3º lugar para um total de 6 Vagas. Depois de tantas pancadas após o retorno aos estudos, finalmente uma vitória. Que sensação maravilhosa

Uma semana após a prova da CGM/JP fui prestar o Concurso da Polícia Científica do Rio Grande do Norte, ITEP. Lá estava eu mudando de foco novamente, agora para Perito COntáv. Nesse concurso eram 5 vagas para o cargo e eu fiquei em 7º. Chamaram até o 6º, porque um dos 5 desistiu.


Concurso da Polícia Federal



A essa altura os rumores de que o concurso da Polícia Federal iria sair já eram grande. Eu disse “vou fazer o danado desse concurso se vier vaga para Perito Criminal Contábil”. E comecei a estudar feito um louco; se já não tinha vida social, piorou mais ainda (minha linda namorada que o diga). Em 14 de junho saiu o edital e vieram e 7 vagas para o sonhado cargo de PERITO CONTÁBIL (antes disso, mais duas reprovações na conta PC/PI – Perito Contábil e STM - Contador).

A prova da PF foi mega, hiper difícil, quando conferi o gabarito fiquei com 57 pontos líquidos. Eu disse “sem chance de passar”. Dois dias depois do concurso, fui nomeado para o cargo de Auditor de Controle Interno da CGM/JP e segui minha vida, estava empolgado com o recém cargo assumido. Um belo dia, à tarde, tinha acabado de chegar em casa. Quando ligo a internet uma amiga tinha me passado uma mensagem me parabenizando por eu ter passado no concurso da PF. Eu: “como assim?”. Ela disse “você passou”. Eu sem acreditar fui conferir e realmente lá estava meu nome, quando joguei no Excel, eu era o trinta e pouco para 07 vagas. Vixe!! Muito difícil, estou muito longe das vagas, mas com esperança e fé em DEUS que poderia dar certo, afinal nem esperava aquele resultado. Quase endoidava, pois o TAF já era em menos de um mês e eu não estava tão preparado fisicamente assim. Mas encarei, e deu certo.

Depois dos recursos da redação e do resultado do TAF minha posição ficou sendo a 14ª, o dobro do número de vagas ainda. Porém, rodavam conversas nos bastidores que todos os aprovados seriam chamados para a Academia, fato que se confirmou e recebi a tão sonhada convocação.

O concurso prosseguiu para a etapa dos exames médicos, quando do resultado preliminar fui eliminado pois minha glicose estava alta. Entretanto, fiz novos exames, preparei o recurso, e ganhei, voltei para o certame.

A próxima fase seria o exame psicotécnico, fase que sempre tive muito medo, até mais que da prova objetiva, redação e TAF. Resultado: eliminado novamente do concurso dos meus sonhos; recorri administrativamente, mas não ganhei. Então, impetrei uma ação judicial com pedido de antecipação de tutela, negado pelo juiz de primeira instância. Impetramos, então, agravo para o TRF, em busca da liminar. Aqui obtivemos sucesso. E voltei ao concurso. Para um filho de agricultores, analfabetos, que sempre estudou em escolas públicas, inclusive a faculdade, chegar até aqui já é uma grande façanha, ou não??


Ninguém vai bater mais forte do que a vida. Não importa como você bate e sim o quanto aguenta apanhar e continuar lutando; o quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que a vitória é conquistada.”
                                                                              Rocky Balboa


Vocês chegaram a contar quantas reprovações eu tive? São tantas que a gente perde até a conta, né isso? Como podem ver, de 2015 para setembro de 2018, eu colecionei reprovações, frustrações, decepções e vontade de desistir. Ser concurseiro não é só estudar conteúdo e decorar uns textos de leis e outras coisas mais que só servem para cair em concurso, mas muitas vezes é também ser paciente, dar tempo ao tempo, ser persistente, acreditar em Deus e nunca, eu disse, NUNCA desistir. Pois quando você ver seu nome na lista dos aprovados, todo o seu sacrifício vai ter valido a pena e o gosto da vitória é indescritível.

Chorar diante das reprovações e frustrações é normal, mas levante a cabeça, bata a poeira, (descanse uns dias, se for caso), mude o foco se necessário, como eu mesmo fiz, mantendo a essência das matérias estudadas. O que você não pode é desistir e perder a fé que o dia da tua aprovação vai chegar.


Minha nova missão.
Agora que conquistei a aprovação no concurso dos meus sonhos e sou Perito Criminal da Polícia Federal, tenho uma nova missão: ensinar e levar outras pessoas a trilharem o mesmo caminho da vitória rumo à aprovação no concurso dos seus sonhos na área policial (seja Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Agente Penitenciário, etc).

Para isso, aceitei a missão de coordenar a assessoria para concursos da área policial no Blog Ciclos de Estudo. Vou ensinar todos que quiserem entrar nessa gratificante carreira como fazer para superar as dificuldades e finalmente conquistar a tão sonhada farda.

Vem comigo?!

Missão dada é missão cumprida. Avante, guerreiros!
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